FILIPE QUARESMA portuguese music for solo cello
CARLOS AZEVEDO | (1964-) Carlos Azevedo defines himself first and foremost as a composer. He moves with equal ease around the worlds of classical music and jazz, writing for the widest variety of formations, from solo instrument to orchestra – symphonic or jazz. He has been an important protagonist of the Porto jazz movement, both in the field of education – he was joint founder of Porto Jazz School in the 80s and created the first Degree in Jazz of the country, at the School of Music and Performing Arts (ESMAE) in 2001 – and performance – since 1999, he has been Musical Co-director of Orquestra Jazz de Matosinhos with Pedro Guedes. This project has changed the jazz landscape for large groups made in Portugal and maintains a unique dynamism thanks to the commissioning of new compositions and collaborations with major international jazz figures. Born in Vila Real (1964), Carlos Azevedo studied piano as a child and joined the Music Conservatory of Porto in 1982, attending the Higher Education Courses in Piano and Composition. He was the first student enrolled in the School of Music of Oporto (now ESMAE) in 1986, and then completed the course in Composition. He then went on to a Masters Degree in Composition at the University of Sheffield (1996), under the guidance of George Nicholson, where he is currently studying for his PhD. His interest in jazz became evident during his years at the Conservatory, being self-taught and ending up inaugurating the Jazz School of Porto as a piano teacher in the mid 80s. Since then, alongside his teaching activities (composition, analysis and orchestration) he has developed a career as a jazz musician, leading his trio, writing arrangements and working as a pianist on various projects. The suite Lenda para decateto was presented at Jazz Festivals in Porto (1999), Nantes (2000) and Guimarães (2001), and gave rise to the first album released under his own name. Most of his compositions and arrangements in the field of jazz have been written for the Orquestra Jazz de Matosinhos, but he also receives commissions for other groups (European Youth Jazz Orchestra, Brussels Jazz Orchestra, David Linx). In 2003, he was a finalist in the Brussels Jazz Orchestra’s International Composition Competition, winning his first prize the following year. In the field of “classical” music, some of his most performed works are Drumming the Hard Way (2003, commissioned by Drumming – Percussion Group) and Poema, for 9 instrumentalists (2007, commissioned by the Northern Regional Delegation of Culture of the Ministry of Culture). Works released on CD include Nem Sempre o Mar é Azul for string orchestra (Symphony Orchestra of Póvoa do Varzim/Osvaldo Ferreira, ed. Numérica), Jazzi Metal for brass quintet (Royal Scottish Academy Brass/John Wallace, ed. Deux-Elles) and Sunflower for saxophone quartet (Apollo Saxophone Quartet, ed. Quartz), among others. Of more recent works, 5 Movimentos Sobre o Mar for string quartet and piano (2006, commissioned by Matosinhos City Council), Verazin for string quartet (2009, commissioned by the 31st International Music Festival of Póvoa do Varzim) and Crossfade for symphony orchestra, jazz orchestra and soloist (2010, commissioned by Matosinhos City Council) are of particular importance. In 2012, the opera Mumadona premieres, with libretto by Carlos Tê, commissioned by Guimarães – European Capital of Culture. Professor of Analysis at ESMAE, Carlos Azevedo held managerial positions such as Vice-President between 2002 and 2011. At the same time, he continues to co-direct the OJM, for which he writes original compositions and arrangements and where he often performs as a pianist. He has been on the jury of Composition Contests such as Lopes-Graça, Cláudio Carneyro and Póvoa do Varzim, and Brussels Jazz Orchestra – last 3 contests). CARLOS AZEVEDO | (1964-) Carlos Azevedo define-se acima de tudo como compositor. Movimenta-se com igual à-vontade nos universos da música clássica e do jazz, escrevendo para as mais variadas formações desde o instrumento solista à orquestra – sinfónica ou de jazz. Tem sido um importante protagonista do movimento jazzístico portuense, tanto no campo educativo – associou-se à fundação da Escola de Jazz do Porto nos anos 80 e criou a primeira Licenciatura em Jazz do país, na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE), em 2001 – como performativo – partilha com Pedro Guedes, desde 1999, a Direcção Musical da Orquestra Jazz de Matosinhos. Este projecto mudou o panorama do jazz para grandes formações feito em Portugal e mantém um dinamismo ímpar, graças às encomendas de novas composições e às colaborações com grandes personalidades do jazz internacional. Natural de Vila Real (1964), Carlos Azevedo estudou piano na infância e ingressou no Conservatório de Música do Porto em 1982, frequentando os Cursos Superiores de Piano e Composição. Foi o primeiro aluno inscrito na Escola Superior de Música do Porto (actual ESMAE), em 1986, e aí concluiu o curso de Composição. Prosseguiu depois para o Mestrado em Composição na Universidade de Sheffield (1996), sob a orientação de George Nicholson, onde actualmente realiza o Doutoramento. O interesse pelo jazz surge nos anos do Conservatório, aprendendo sempre como autodidacta e acabando por inaugurar a Escola de Jazz do Porto enquanto professor de piano, em meados dos anos 80. Desde então, a par da actividade docente (composição, análise, orquestração) desenvolveu a carreira como músico de jazz, liderando o seu trio, escrevendo arranjos e colaborando como pianista em vários projectos. A suite Lenda para decateto foi apresentada nos Festivais de Jazz do Porto (1999), Nantes (2000) e Guimarães (2001), e deu origem ao seu primeiro disco em nome próprio. A fatia maior das suas composições e arranjos no campo do jazz tem sido escrita para a Orquestra Jazz de Matosinhos, mas recebe também encomendas para outras formações (European Youth Jazz Orchestra, Brussels Jazz Orchestra, David Linx). Em 2003 foi finalista do Concurso Internacional de Composição da Brussels Jazz Orchestra, conquistando o primeiro prémio no ano seguinte. No campo da música “erudita”, algumas das suas obras que mais têm sido tocadas são Drumming the Hard Way (2003, encomenda do Drumming – Grupo de Percussão) e Poema, para 9 instrumentistas (2007, encomenda do Ministério da Cultura Delegação Regional da Cultura do Norte). Estão editadas em CD as obras Nem Sempre o Mar é Azul para orquestra de cordas (Orquestra Sinfónica da Póvoa do Varzim/Osvaldo Ferreira, ed. Numérica), Jazzi Metal para quinteto de metais (Royal Scottish Academy Brass/John Wallace, ed. Deux-Elles) e Sunflower para quarteto de saxofones (Apollo Saxophone Quartet, ed. Quartz), entre outras. Das obras mais recentes, destacam-se 5 Movimentos Sobre o Mar para quarteto de cordas e piano (2006, encomenda da Câmara Municipal de Matosinhos), Verazin para quarteto de cordas (2009, encomenda do 31º Festival Internacional de Música da Póvoa do Varzim) e Crossfade para orquestra sinfónica, orquestra de jazz e solista (2010, encomenda da Câmara Municipal de Matosinhos). Em 2012 será estreada a ópera Mumadona, com libreto de Carlos Tê, uma encomenda de Guimarães – Capital Europeia da Cultura. Professor de Análise na ESMAE, Carlos Azevedo exerceu aí funções directivas como Vice-Presidente entre 2002 e 2011. Por outro lado, continua a co-dirigir a OJM, para a qual escreve composições e arranjos originais e onde se apresenta frequentemente como pianista. Integrou o júri dos Concursos de Composição Lopes-Graça, Cláudio Carneyro e da Póvoa do Varzim, Brussels Jazz Orchestra – últ. 3 edições).
CD / 2014 SPA FQ - 1 - 2014
Carlos Azevedo_LABIRINTHO (2010) 1st phonographic release / 1ª edição fonográfico dedicated to Filipe Quaresma "Labirintho" was written for the cellist Filipe Quaresma. The piece is clearly divided into two major parts recognizable by the change in tempo. The construction of this piece is centred on a theme that is constantly repeated and varied, resembling an obsession from which it can not escape (like in a maze). Carlos Azevedo (translated byTrevor McTait) dedicada a Filipe Quaresma “Labirintho” foi escrita para o violoncelista Filipe Quaresma. A peça está claramente dividida em duas grandes partes que podem ser reconhecidas pela mudança metronómica. A construção desta peça está centrada num tema que é constantemente repetido e variado, estas repetições surgem como uma obsessão da qual não se consegue sair (tal como num labirinto). Carlos Azevedo