FILIPE QUARESMA portuguese music for solo cello
NUNO CÔRTE-REAL | (1971-) Nuno Côrte-Real tem vindo a afirmar-se como um dos mais importantes compositores portugueses da atualidade. Das suas estreias destacam-se 7 Dances to the death of the harpist na Kleine Zaal do Concertgebouw em Amsterdam, Pequenas músicas de mar na Purcel Room em Londres, Concerto Vedras na St. Peter’s Episcopal Church em Nova York, Novíssimo Cancioneiro no Siglufirdi Festival em Reikiavik, e Andarilhos - música de bailado na Casa da Música no Porto. Dos agrupamentos que têm tocado a sua música destacam-se o Remix Ensemble, Royal Scottish Academy Brass, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orchestrutopica, e solistas e maestros como Lawrence Renes, Julia Jones, Stefan Asbury, Ilan Volkov, Kaasper de Roo, Cristoph Konig, David Alan Miller, Paul Crossley, John Wallace, Mats Lidström, Rui Pinheiro e Cesário Costa. A sua discografia inclui canções tradicionais portuguesas nas editoras Portugal Som e Numérica, Pequenas Músicas de Mar na editora Deux-Elles, o bailado Andarilhos na editora Numérica em co-produção com a Casa da Música, e Largo Intimíssimo na austríaca Classic Concert Records. Em Outubro de 2012 teve o seu primeiro CD monográfico, VOLUPIA, editado pela Numérica. No mundo da ópera e do teatro, Nuno Côrte-Real trabalhou com, entre outros, Michael Hampe, Maria Emília Correia, Paulo Matos e Margarida Bettencourt. Em Junho e Setembro de 2007 apresentou com grande êxito as óperas de câmara A Montanha e O Rapaz de Bronze, encomendas da Fundação Calouste Gulbenkian e Casa da Música, respetivamente. Em Março de 2011, apresentou no Teatro Nacional de São Carlos a ópera Banksters, com libreto de Vasco Graça Moura e encenação de João Botelho, espetáculo que obteve um êxito inaudito na história recente da música contemporânea portuguesa. Como maestro, Nuno Côrte-Real tem dirigido agrupamentos como a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Norte, Orquestra do Algarve, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra Sinfónica I Maestri (Londres), Orchestrutopica, Ensemble Darcos, e Camerata du Rhône (Lyon). É fundador e diretor artístico do Ensemble Darcos, grupo de música de câmara que se dedica à interpretação da sua música e do grande repertório europeu, e assina artisticamente a Temporada Darcos, série de concertos sinfónicos e de câmara, realizados no concelho de Torres Vedras. Concertos futuros incluem a interpretação da obra concertante de Berlioz, Harold em Itália, com a Orquestra do Norte, e o Concerto para piano nº 5, Imperador, de Beethoven, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e o aclamado pianista Artur Pizarro. NUNO CÔRTE-REAL | (1971-) Nuno Côrte-Real has come to be seen as one of the most important Portuguese composers currently active. Amongst his significant premières are 7 Dances to the death of the harpist in the Kleine Zaal of the Concertgebouw in Amsterdam, Pequenas músicas de mar in the Purcell Room in London, Concerto Vedras at St. Peter’s Episcopal Church in New York, Novíssimo Cancioneiro at the Siglufirdi Festival in Rejkiavik and Andarilhos - música de bailado at Casa da Música in Oporto. The ensembles which have performed his music include the Remix Ensemble, Royal Scottish Academy Brass, the Portuguese Symphony Orchestra, the Metropolitan Orchestra of Lisbon, Orchestrutopica, and solists and conductors such as Lawrence Renes, Julia Jones, Stefan Asbury, Ilan Volkov, Kaasper de Roo, Cristoph Konig, David Alan Miller, Paul Crossley, John Wallace, Mats Lidström and Cesário Costa. Recordings of his music include Portuguese traditional songs on the Portugal Som and Numérica labels, Pequenas Músicas de Mar on Deux-Elles, the ballet Andarilhos on Numérica in coproduction with the Casa da Música, and Largo Intimíssimo on the Austrian label Classic Concert Records. In the field of opera and theatre, Côrte-Real has worked with Michael Hampe, André Teodósio, Maria Emília Correia, Paulo Matos, Margarida Bettencourt and others. In June and September 2007 his chamber operas A Montanha and O Rapaz de Bronze were given, with great success, at the Gulbenkian Foundation and the Casa da Música, respectively. In March 2011 the opera Banksters was premièred at the Teatro Nacional de São Carlos in Lisbon, to a libretto by Vasco Graça Moura and with staging by João Botelho, a production which was uniquely successful in the recent history of Portuguese contemporary music. As a conductor, Nuno Côrte-Real has directed the Algarve Orchestra, Orchestra of the North (Portugal), the I Maestri Symphony Orchestra (London), the Metropolitan Academic Orchestra (Portugal), the Beiras Philharmonic Orchestra (Portugal), Orchestrutopica (Porttugal), the Ensemble Darcos (Portugal), and the Camerata du Rhône (Lyon). He is the founder and artistic director of the Ensemble Darcos, a chamber group dedicated to the performance of his own music and that of the great European repertoire, and he artistic director of the Temporada Darcos, a series of symphonic and chamber concerts which take place at the Teatro-Cine in Torres Vedras, Portugal. In 2011, Nuno Côrte-Real released the CD VOLUPIA, the first monographic disc of his chamber music.
CD / 2014 SPA FQ - 1 - 2014
Nuno Côrte-Real_BICICLETA DO POETA, op.46b (2014) 1st phonographic release / 1ª edição fonográfico One of the salient features of the work of Côrte-Real has been its umbilical relationship with Portuguese culture and, above all, with its poetry. Poets that the composer has put to music or from whom has taken inspiration are already numerous: Pessoa, Pascoaes, Régio, Agostinho da Silva, Eugénio de Andrade or Florbela Espanca. The work Bicicleta do Poeta (The Poet’s Bicycle) (2014) for solo cello, is inspired by the poem Bicicleta (Bicycle) by Herberto Hélder. As in the poem, the music is full of sudden changes of speed and pace, unpredictable changes of direction and hard braking. The calm, relaxed, summer’s-day ride itself gives way to the speed and vertigo inside... Afonso Miranda (translated by Trevor McTait) Uma das características mais salientes na obra de Côrte-Real tem sido a sua relação umbilical com a cultura e, sobretudo, com a poesia portuguesa. São já inúmeros os poetas que o compositor pôs em música ou dos quais tirou inspiração: Pessoa, Pascoaes, Régio, Agostinho da Silva, Eugénio de Andrade ou Florbela Espanca. A obra A Biciclieta do Poeta (2014) para violoncelo solo, é inspirada no poema Bicicleta de Herberto Hélder. Tal como o poema a música está cheia de súbitas variações de velocidade e de ritmo, imprevisíveis mudanças de direcção e travagens bruscas. O pedalar calmo e descontraído próprio de um dia de Verão dá lugar à velocidade e à vertigem interior… Afonso Miranda